Perguntas Frequentes

HIV e Aids são a mesma coisa?
Não. Uma pessoa pode viver com HIV mas não ter Aids.

O que é o HIV?
HIV significa Vírus da Imunodeficiência Humana. Este vírus destrói o sistema imunológico da pessoa que o padece.

O que é Aids?
AIDS significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Se o sistema imunológico é debilitado pelo HIV, existem mais probabilidades de desenvolver infecções e doenças.
Viver com o HIV não significa ter Aids. O acesso aos tratamentos e a aderência aos mesmos, ou seja, cumprir com as recomendações médicas, alimentar-nos bem, sem esquecer de tomar os medicamentos, faz com que seja possível levar uma vida como a de qualquer pessoa sem a doença.

Por que a discriminação é considerada a terceira epidemia?
Segundo o UNAIDS, em toda sociedade existem três fases da epidemia da AIDS:
• A primeira é a da infecção do HIV.
• A segunda é a da AIDS.  Aparecem infecções que ameaçam as vidas.
• A terceira é a que produz a discriminação e o estigma.  Quando as pessoas não contam o seu diagnóstico por medo a serem rejeitadas, a não serem aceitas, a perderem seus amigos ou porque elas temem que lhes seja negado um trabalho digno, é muito difícil tratar a prevenção do HIV e começar com tratamentos para evitar a Aids.

Como o vírus é transmitido? 
O vírus encontra-se no sangue, no leite materno, no líquido pré-seminal, no sêmen, nos fluídos vaginais e no sangue menstrual.  Ele é transmitido durante as relações sexuais sem proteção, através de transfusões de sangue não controlado, mediante o uso de instrumentos cortantes e injetáveis que estejam contaminados.  E pode ser transmitido ao bebê durante a gravidez, o parto e a lactância.

Como NÃO é transmitido?
Se durante as relações sexuais usamos preservativo masculino ou feminino, não há possibilidade de infecção. Também não ocorre infecção se compartilharmos a bomba do chimarrão.   O vírus não está presente na saliva nem nas lágrimas, nem no suor.
Abracemos as pessoas que vivem com HIV sem temor, porque a discriminação e o estigma é o que mais dano faz.
Se doarmos sangue, devemos saber que hoje é utilizado material descartável, portanto, não há risco de infecção. E sempre é controlado o sangue a ser transfundido.

Como faço para me cuidar e cuidar os outros?
Usando sempre preservativo: seja uma relação de uma noite só ou de longo prazo, seja com uma pessoa que não conhecemos ou com alguém que leva muito tempo conosco.
Exigindo o uso de seringas, agulhas e materiais descartáveis quando acudimos a laboratórios ou consultórios odontológicos.
Evitando compartilhar agulhas e seringas, caso consumamos drogas.

A mulher corre mais riscos de infecção?
Sim. Fisiologicamente, as mulheres são de duas a quatro vezes mais suscetíveis a serem infectadas com o HIV, pois elas possuem uma superfície mucosa maior onde lesões microscópicas podem acontecer.  As jovens e as adolescentes, cujo aparelho reprodutor não está plenamente desenvolvido, são mais suscetíveis ainda às infecções causadas pelo HIV e  de transmissão sexual. O risco aumenta nas mulheres com DST não tratadas.

A mulher que vive com HIV, pode ficar grávida e não infetar o bebê?
Sim. A partir dos 3 meses da gravidez, as mulheres que vivem com HIV podem começar o tratamento para evitar transmitir a infecção ao bebê. É imprescindível a consulta com o médico e o acompanhamento periódico posterior.

Como alguém pode perceber que está vivendo com HIV?
Entre a transmissão e o desenvolvimento da doença pode transcorrer um período de 10 anos.  Nesse tempo, a pessoa pode sentir-se saudável e não apresentar sintomas.
Para que alguém saiba se está vivendo com HIV, é necessário realizar o teste de Elisa, que é um exame de sangue que detecta os anticorpos gerados pelo organismo por causa do vírus. Se o resultado for positivo ou reativo, será feito um segundo teste de Elisa cujo diagnóstico é comprovado com um teste mais específico: o Western Blot.
O teste deve ser realizado de forma gratuita, voluntária e confidencial.
É importante saber que se uma pessoa fizer um teste assim que suspeitar de o vírus ter ingressado no seu organismo, talvez a quantidade necessária de anticorpos em níveis detectáveis não tenha sido gerada e, portanto, o resultado será negativo.

Posso perder o emprego se for diagnosticado que vivo com HIV?
Não. Segundo o Repertório de Recomendações práticas da Organização Internacional do Trabalho, “ o estado sorológico, real ou suposto a respeito do HIV, não deveria ser um motivo para terminar uma relação de trabalho”

Como o HIV é tratado?
As pessoas que vivem com HIV são tratadas com antirretrovirais (ARV), drogas que agem de maneira diferente no vírus, possibilitando a diminuição da carga viral do organismo e permitindo que aumentem as defesas e melhore a qualidade de vida.
Para que os tratamentos sejam efetivos, é muito importante a aderência, quer dizer: tomar sempre os medicamentos, respeitar os horários das doses, bem como as recomendações do médico.